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Atualização da EN 374 – Proteção e Riscos Químicos

Em diversos posts anteriores, temos abordado sobre a importância dos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) para a segurança e maior qualidade de vida aos trabalhadores. Mencionamos também sobre algumas Normas, como a NR6, determinada pelo Ministério do Trabalho e que, independente do porte ou ramo de atividade, deve ser cumprida por todas as empresas nacionais, uma vez que nesta, constam: os princípios essenciais quanto ao uso dos EPIs, uma ampla e completa lista sobre os diferentes tipos de equipamentos existentes, bem como sua finalidade e que, tem como principal objetivo estabelecer regras objetivas para que as empresas protejam a saúde de seus colaboradores e evitem acidentes, como por exemplo, as doenças ocupacionais.

Dentre muitas Normas a serem consideradas, vamos tratar de uma específica, que é a EN 374 e sua atualização.

E o que é tratado nesta Norma?
A EN ISO 374 especifica os requisitos para as luvas de proteção destinadas a proteger o usuário contra produtos químicos perigosos.
Vale destacar algumas alterações realizadas nesta Norma, sendo a primeira em 2014: ano na qual, a norma MT11:1977 foi substituída pela EN374:2003. E após, em meados de Julho de 2017, através do Comunicado XL do Ministério do Trabalho que instituiu que os ensaios para a certificação e renovação do Certificado de Aprovação – CA das luvas deverão seguir a versão atualizada da norma técnica, a ISO 374:2016.

 Mas vejamos quais as alterações desta última edição:
1) Nomenclatura foi alterada de EN 374:2003 para EN 374:2016.
2) Foi alterada quanto aos tipos de proteção; isto é, antes eram estipulados riscos baixos e altos, passando a contar com três tipos de proteção. Vejamos:

De acordo com a Norma, para a luva com comprimento maior que 400mm, onde a palma da mão e o punho alcançam níveis de desempenho diferentes, o nível de desempenho mais baixo deve ser considerado na marcação para cada produto químico e convém que todos os resultados sejam reportados nas instruções ao usuário.
Vale ressaltar que cada combinação de luva protetora – ensaio químico deve ser classificado de acordo com a tabela abaixo, usando os resultados fornecidos na EN 16523-1:2015, 8.5.1  ou 8.5.3 para o tempo de ruptura normalizado.

Assim, de acordo com seu desempenho de permeação, as luvas de proteção contra produto químico são classificadas em três tipos: A, B ou C.

Tipo A:
O desempenho de permeação deve ser pelo menos nível 2 contra um mínimo de seis produtos químicos para ensaio listados na tabela 2 (acima).

Tipo B:
O desempenho de permeação deve ser pelo menos nível 2 contra um mínimo de três produtos químicos para ensaio listados na tabela 2 (acima).

Tipo C:
O desempenho de permeação deve ser pelo menos nível 1 contra um mínimo de um produto químicos para ensaio listados na tabela 2 (acima).

3) Foram implementados 3 novos testes:

A) EN 374-4:2013 – PERMEAÇÃO

Fonte: Target Normas – ABNT ISO 371-1:2018.

Quanto às novas marcações e requisitos (Pictogramas): As luvas só podem oferecer proteção contra riscos químicos quando: Desempenho de tipo C, B ou A é alcançado ao usar o método de teste de permeação EN 16523-1:2015.

A luva é à prova de vazamentos após o teste usando o método EN 374-2:2014. O desempenho de degradação para os produtos químicos considerados está disponível por meio das informações fornecidas pelo fabricante.

B) EN 374-4:2013 – DEGRADAÇÃO:
São novos métodos de teste, considerando a luva antes e depois do contato com o produto químico, incluindo testes normativos e informativos. Fonte: Target Normas – ABNT ISO 374-1:2018.

C) EN ISO 374-5:2016 MICRO-ORGANISMOS Proteção contra bactérias e fungos.
EN ISO 374-5:2016 + ISO16604 / Método B: A proteção contra bactérias, fungos e vírus agora é auxiliada por um novo pictograma.

Em relação à proteção microbiológica, a ISO 374-5 detalha a classificação em dois tipos:

1) Proteção contra bactérias e fungos; e
2) Proteção contra vírus, bactérias e fungos.

E na versão anterior da norma, o pictograma da esquerda relacionava-se anteriormente à bactérias e fungos. Já a nova versão da Norma, pede um novo teste de penetração viral. Se a luva passa neste teste extra, a palavra “Vírus” será adicionada sob o pictograma de microrganismo.

Inclusive, luvas para serem aplicadas no cenário atual: Proteção ao COVID-19, necessitam ter a proteção tipo 2 e com o pictograma conforme imagem acima.

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